domingo, 6 de dezembro de 2015

ENTREVISTA COM GANGADHARA SARASWATI - REVISTA GAYATRI/GOIÂNIA.


Gangadhara Saraswati (Alcione Ramos) é professora de Yoga, Psicóloga pela UFMG e pedagoga pela UEMG, com Pós–Graduação em Psciologia Analítica Junguiana. Sua sólida formação em Yoga se deu na Índia, em uma das mais renomadas escolas de Yoga do mundo, a Bihar School of Yoga, que está conectada desde 1995. Em 2000 foi iniciada por Swami Niranjanananda Saraswati e recebeu o nome espiritual de Gangadhara Saraswati.
É uma das coordenadoras da Satyananda Yoga Center, centro representante da Bihar School of Yoga no Brasil, situado em Belo Horizonte, MG, e cofundadora da Casa do Guru, espaço rural para vivências multidisciplinares aliadas ao Yoga, em Moeda, MG.
Ministra o curso de Formação de Professores de Yoga e o curso de Yoga Nidra de Swami Satyananda Saraswati, técnica registrada, usada sob permissão.
Viaja o Brasil ministrando cursos e palestras e está lançando o livro Yoga Nidra O Sono Consciente – O Yoga Nidra de Swami Satyananda Saraswati sob o olhar da Psicologia Analítica Junguiana.
Acompanhe a entrevista que ela concedeu à Gayatri Revista, em sua recente visita a Goiânia, para ministrar o Workshop: Yoga Nidra, O descanso do futuro!

GAYATRI REVISTA: O que é Yoga Nidra, o tema do seu curso?
GANGADHARA: Yoga Nidra é uma técnica de relaxamento profundo que faz com que nós possamos vivenciar o estado de Nidra, o estado de sono, de uma forma consciente. É um processo em que experimentamos um relaxamento profundo a nível físico e mental. O Yoga Nidra solta as defesas do nosso inconsciente: tudo aquilo que está lá guardado, preso, nos impedindo de ter uma vida espontânea e plena tem a chance de se liberar. Portanto, é um estado entre o sono e a vigília, em que permanecemos despertos mas vivenciamos o chamado Sono Yogi, que é o sono psíquico, o sono sem sono. Em poucas palavras, isso é o Yoga Nidra.

G R: E por que você chama o Yoga Nidra de “o descanso do futuro”?
GANGADHARA: Porque o futuro depende do nosso presente. Não há futuro sem uma história, sem uma ação. E nós estamos vivendo num mundo muito complexo, que se distancia de uma realidade interior, um mundo de competição, de individualismo, tomado por um espírito calculista e pelo isolamento. Nós temos esse contato digital, que é um contato muito fácil e que nos dá uma certa ilusão de que nós estamos próximos às pessoas, mas nós estamos muito distantes uns dos outros! Então, o Yoga Nidra vem pra poder trabalhar com esse contexto do homem atual que tem dificuldade de coordenar tempo e espaço, porque à medida que a tecnologia foi chegando, nós ganhamos em espaço: eu estou aqui e falo com uma pessoa do outro lado do mundo; mas nós não ganhamos em tempo. Isso gera em nós uma ansiedade, um frenesi e um estímulo muito grandes e o nosso sistema nervoso está esgotado de tanta informação, de tanta identificação dos sentidos com a realidade externa! Sendo assim, o Yoga Nidra faz o caminho oposto, essa volta, faz você se desconectar desses sentidos e se conectar com você mesmo. Mas por quê é o descanso do futuro? Porque nessa falta de tempo em que as pessoas estão, ninguém para pra descansar. Até o sono não é um sono reparador, muitas vezes as pessoas falam que acordam cansadas. E como há um descanso muito profundo em Yoga Nidra, um descanso metabólico, uma queda de atividades do sistema nervoso simpático, em poucos minutos ele te proporciona um descanso de quatro horas de sono, por exemplo. Esse descanso do futuro não é nada mais que uma chance que a gente tem de se repor, de repor as nossas energias, de fazer um contato com a nossa fonte interna em meio à loucura da vida que nós temos hoje.

G R: Fale um pouco sobre o livro que você está lançando e essa aproximação que você faz do Yoga com a Psicologia Junguiana.
GANGADHARA: O Jung deu uma atenção especial a experiências além de uma mente consciente e teve uma abertura pra estudar o luminoso, o divino, o transcendental dentro do processo do desenvolvimento da personalidade. Por isso, vamos encontrar vários elementos do pensamento Junguiano que têm como suporte as filosofias e as tradições da África, do México, da China e da Índia. Um exemplo é o que ele chamou de caminho de individuação, que é você se tornar aquilo que verdadeiramente é, chegar ao ponto de encontrar o seu self, que é algo que está além do ego. Isso tem muito a ver com o processo do Yoga Nidra, porque ele começa como uma técnica de relaxamento e descanso, mas vai além. Tanto, que Swami Satyananda falava que o Yoga Nidra é uma porta de entrada pro Samadhi, pois a gente vivencia o estado da inconsciência de uma forma consciente. Eu pensei em fazer essa junção porque eu vi muita semelhança entre o pensamento de Jung e a prática de evolução que podemos encontrar dentro do Yoga Nidra. Isso porque, quanto mais você pratica Yoga Nidra, mais você vai trabalhando em níveis sutis de experiência e consciência, até o ponto de chegar numa consciência transcendente, ou seja, aquela que transcende os limites do ego. Você vai para a consciência do todo, para a noção de pertencimento a alguma coisa, de estar aqui num processo de comunhão consigo mesmo, com as pessoas, com a natureza e com o universo. E isso só se dá nessa esfera do transcendente, que é quando Jung vem e estabelece o self como um arquétipo que orienta a nossa personalidade. Portanto, essas são semelhanças muito grandes nesses caminhos. É claro que o Yoga tem processos muito definidos, caminhos muito estruturados de expansão e integração de consciência, e talvez nós não possamos afirmar que Jung concorda plenamente com todos, mas é bem claro que ele buscou recursos nessa tradição. Ele próprio, quando tinha crises emocionais, sentava, fazia Pranayama e meditação.

 G R: Você acha que, hoje em dia, os psicólogos, os médicos estão também buscando essas referências quando recomendam às pessoas que pratiquem Yoga?
GANGADHARA: Sim, eles já perceberam o valor do Yoga, a rota que o Yoga trabalha, tanto a psicossomática, quanto a rota somatopsíquica, ou seja, a que vem da mente pro corpo e a que vai do corpo pra mente. Alguns psicólogos e psiquiatras que têm uma visão mais holística do ser humano, têm também essa sensibilidade pra perceber como o Yoga pode trabalhar nesse nível mais sutil da personalidade. E eu vejo hoje principalmente psiquiatras indicando Yoga, porque eles estão percebendo que a medicação não basta! E nós vivemos uma medicalização da vida! Por isso que essa procura está aumentando, é algo que eu estou presenciando de perto. Por exemplo, eu estou dando Yoga Nidra no Hospital das Clíncias, em Belo Horizonte! E o mais interessante: eu dou Yoga Nidra para enfermeiros! Tanto para diminuir o stress desses que são profissionais super demandados nos hospitais, quanto para atender a uma demanda que está surgindo de formação, para eles atuarem também com seus pacientes. Isso é um grande avanço no sistema de saúde! As próprias Práticas Integrativas e Complementares que entraram agora no SUS, como acupuntura, medicina chinesa, Yoga, meditação, ervas medicinais…. não estão ainda em todos os serviços públicos, mas já são aceitas! Isso é uma abertura para esses saberes tradicionais que trazem uma grande riqueza e uma grande experiência de cura, embora, e isso é preciso deixar bem claro, o Yoga não tenha sido estruturado visando cura. Ele foi estruturado como um caminho de autoconhecimento e evolução. Mas nós sabemos que o Yoga tem vários elementos terapêuticos que podem ser aplicados no homem moderno.

G R: E é esse mesmo caminho que está acontecendo nas escolas? Você citou os enfermeiros como exemplo, seria o mesmo com os professores?
GANGADHARA: Sou consultora de um programa em Caxias do Sul, que é o Yoga Para Professores, para que eles trabalhem sua saúde laboral, a fim de estarem em uma sala de aula com tranquilidade pra conduzir a criança e o jovem; mas o programa também os ensina a trabalharem um pouco das técnicas com os seus alunos, levarem um pouco dessa Cultura de Paz. As crianças hoje têm muito estímulo, essa questão do déficit de atenção está muito evidente, e o Yoga vem pra trazer esse centro pra criança e pro jovem, por isso está chegando na escola. E eu espero que a escola saiba aproveitar isso e não faça do Yoga mais uma aula de educação física! Eu espero que tenhamos profissionais realmente qualificados, que vivam o Yoga pra poder transmitir. Porque essa é a questão dos saberes tradicionais: é preciso que você experimente pra passar adiante! Se nós pudermos construir essa educação holística, que também é uma educação do futuro, assim como esse descanso é do futuro, a nossa sociedade tem condições de mudar! Eu chamo o Yoga na escola de O Yoga do Futuro também, porque as experiências que a criança e o jovem têm ficam registradas no seu inconsciente até a fase adulta. Eles carregam consigo todas as experiências que tiveram na vida, positivas ou negativas. Se a gente proporciona pra esse segmento experiências positivas, esse contato com essa fonte interna, eles têm muito mais chances de fazer coisas boas na vida, de serem homens bons! É uma expressão tão gasta, mas tão bonita: ser um homem bom!

G R: Pra finalizar, como você tem visto o Yoga no Brasil nesse momento?
GANGADHARA: Eu vejo o Yoga hoje no Brasil como um campo muito delicado, porque ao mesmo tempo em que ele está avançando nos espaços de saúde, de educação, de trabalho, até espaços de lazer, ele também está correndo o risco de ser um instrumento de hegemonia dentro do sistema. Eu vejo hoje alguns profissionais fazendo utilização de Yoga como se fosse um produto do capitalismo. Vemos hoje vários instrumentos e roupas pra se praticar Yoga, o Yogi é aquele que tem milhares de coisas, sendo que no Yoga você simplesmente senta ali numa manta e faz a sua prática! Junto com isso vem uma exibição de um corpo esbelto, magro, que está na mão da sociedade, uma cintura fina…será que tem que ser assim? Será que essa é a mensagem do Yoga? Portanto, este é um campo muito delicado porque, ao mesmo tempo em que essa cultura entra, ela também sofre um processo de aculturação e passa a refletir a visão hegemônica e, se o profissional não souber perceber, ele começa a repetir aquilo que o sistema institui, entende? Existe um processo positivo, como tudo na vida, e um processo com o qual nós temos que tomar muito cuidado pra não cair na banalidade. Principalmente em termos de formação de profissionais! Não tem nada demais o Yoga estar na academia, por exemplo, mas essa é também uma forma de aculturação, pois traz o foco só no físico. Eu vejo que ao mesmo tempo em que existe um crescimento, é preciso cuidado pra não se perder um conhecimento ancestral valioso que não está focado só em processo corporal, afinal as escrituras clássicas abordam o Yoga como um processo de gerenciamento da mente! O corpo é um instrumento pra você chegar à mente. Mas a maioria dos ocidentais para no corpo! Quando você para no corpo, perde a possibilidade de entender a sua mente, e é só a partir da mente que você vai pra dimensão do espírito!


Fonte:


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

SANYAM



Por
Swami Niranjanananda Saraswati

Regras impostas são estruturas que mantêm uma edificação de pé, como ocorre com os andaimes. "Acorde à esta hora, coma naquele horário, trabalhe neste momento, durma agora" são regras impostas, mas, a partir da perspectiva do Yoga, a disciplina real é o ‘Sanyam pessoal. Sanyam pode ser traduzido como controle, contenção e auto-disciplina sobre o comportamento. É algo que temos que estar constantemente cientes.

Definindo os parâmetros
Há sempre uma escolha a fazer: quebrar as regras ou sermos responsáveis pelo nosso comportamento. Se somos responsáveis por um comportamento equilibrado, então isso é disciplina. No entanto, primeiramente temos que definir os parâmetros de Sanyam pessoal que podemos e queremos viver. Esses parâmetros são definidos de acordo com o lugar, o ambiente e a nossa necessidade. Se tivermos em mente o ambiente, localização e necessidade, muitos dos comportamentos abruptos que encontramos em nossa vida, podem ser gerenciados.

O Ashram tenta encorajar um entendimento do Sanyam pessoal. Há silêncio na hora das refeições, mas, muitas pessoas não respeitam isso. O que o Ashram deve fazer? Deve-se colocar alguém com uma vara observando quem está falando e quem não está? Não, isso é incorreto. No entanto, se estamos conscientes dos parâmetros do nosso Sanyam pessoal, diremos: "Dentro desses parâmetros eu vou viver", então, o conflito não vai aparecer, devido a aceitação e adesão à nossa escolha. Enquanto estamos conscientes e unidos quanto à disciplina pessoal que temos delineado para nós mesmos, não nos perderemos. Contanto que nós possamos manter o nosso Sanyam pessoal, não importa o que as outras pessoas fazem, nós vamos agir da maneira correta e adequada o tempo todo.

A disciplina não é uma regra imposta, mas é necessária para criar o hábito. A mente funciona devido aos hábitos – criar e quebrar a disciplina é a natureza da mente. Disciplina indica o quanto podemos ser conscientes de nós mesmos, nos controlar e nos guiar no caminho correto, mantendo o foco em nosso Sanyam pessoal.

Gestão
Em um Ashram qual é a rotina? Nós acordamos, vamos às aulas, realizamos o nosso serviço; à noite assistimos ao Satsang ou à sessões de Kirtan e depois vamos dormir. Essa é a rotina mais comum.

O desafio é que temos que gerenciar o que está no meio. Temos que gerir a frente de trabalho e nossa “frente mental”; influências no local de trabalho e a mudança de humor da mente. Estas são as duas únicas coisas que têm de ser gerenciadas. A única maneira de gerir as mudanças de humor da mente é tentar ser positivo e otimista. Para isso, temos de cultivar uma visão e perspectiva diferentes. Nós temos que fazer um esforço para não ver o errado o tempo todo, mas para ver o correto sempre; para não ver coisas ruins, o mau comportamento dos outros e o nosso próprio, mas para ver coisas boas, o comportamento apropriado e a beleza em todos os lugares.

Portanto, se pudermos mudar a nossa perspectiva, da atitude: ‘Eu não gosto, eu não quero', para uma atitude positiva, de: 'oh isso é bom, e Eu aceito isso, Eu estou caminhando com isso', então, nossa luta mental pessoal, no que diz respeito à disciplina, regras e regulamentos, cessa. Indisciplina só vem quando há luta mental. Quando nossa luta mental cessa, somos disciplinados.


— 12 Agosto de 2012, Ganga Darshan, Munger, Índia

Fonte:
www.yogamag.net


domingo, 20 de setembro de 2015

SAT SANGA ESPECIAL COM SWAMI ANANDANANDA SARASWATI


O Satyananda Yoga Center e a Casa do Guru convidam:

Clique na imagem para ampliar

Faça sua reserva diretamente no Satyananda Yoga Center.
Contato: (31) 3296-2869.

Para saber mais sobre Swami Anandananda clique no link abaixo:


Hari Om Tat Sat

sábado, 19 de setembro de 2015

ACONTECEU: PALESTRA NA UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL PARA ALUNOS DE PSICOLOGIA


As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e a Meditação na Prevenção, Promoção à Saúde e na Clínica.




As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde referem-se a um amplo conjunto de práticas de cuidado em saúde que não são parte da tradição ou medicina convencional de um país e não estão totalmente integradas ao seu sistema de saúde dominante, conforme definição da Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS incentiva os seus países membros a incorporarem essas práticas nos seus sistemas de saúde, bem como a realizarem pesquisas sobre o uso racional das mesmas.

No Brasil, isso tem sido realizado de forma formal a partir de 2006, com a criação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que contempla 5 práticas: Medicina Tradicional Chinesa, Homeopatia, Medicina Antroposófica, Termalismo Social e Plantas Medicinais/ Fitoterapia. A meditação também é considerada uma Prática Integrativa e Complementar pela OMS e sua utilização no cuidado à saúde e saúde mental tem sido incentivado pelo Ministério da Saúde.

A meditação tem sua origem em tradições orientais, como o Yoga e o budismo e caracteriza-se como uma busca espiritual. No Ocidente a palavra meditação tem sido usada para descrever práticas auto-regulatórias da atenção e os primeiros estudos mais rigorosos sobre a temática datam de 1960. A partir de 1970 tem sido utilizada no Ocidente na área da saúde e saúde mental, com benefícios comprovados em diversas apresentações clínicas, bem como na área da prevenção e promoção à saúde.

No dia 04 de setembro, Andrea Lovato Ribeiro, psicóloga, pesquisadora e uma das professoras de Yoga do Ganapati Centro de Yoga*, Caxias do Sul, ministrou uma palestra para cerca de 100 alunos de psicologia da Universidade de Caxias do Sul (UCS), sobre o tema "Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e a meditação na prevenção, promoção à saúde e na clínica". Além da parte teórica, os alunos vivenciaram técnicas corporais, respiratórias, de relaxamento e de meditação. Nessa palestra essas temáticas foram abordadas, intercaladas com vivência de práticas corporais, respiratórias e meditativas.

* Um dos espaço para a divulgação da tradição de Satyananda Yoga® no Brasil, trabalhando o Yoga de forma integral, seguindo os ensinamentos de Sri Swami Satyananda, Niranjanananda e Satyasangananda Saraswati.

Abaixo algumas fotos dos eventos:


Andrea Lovato
Foto: Ganapati Centro de Yoga

Alunos durante a vivência
Foto: Ganapati Centro de Yoga

Andrea Lovato e alunos - parte teórica
Foto: Ganapati Centro de Yoga

Alunos de psicologia da UCS
Foto: Ganapati Centro de Yoga


Alunos de psicologia da UCS
Foto: Ganapati Centro de Yoga

Hari Om Tat Sat

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

SWAMI ANANDANANDA SARASWATI


Swami Anandananda Saraswati.

Swami Anandananda Saraswati nasceu em 1951, conheceu seu Guru e Mestre Espiritual Sri Swami Satyananda Saraswati, em 1979, em 1980 foi iniciado como Sannyasa Yogacharya do Satyananda Ashram Italia (Itália). Desde então ensina e propaga o Yoga, sob as instruções de seu Guru na Europa, Índia e outras partes do mundo.

Em 1982, Swami Anandananda fundou a Scuola Di Yoga Satyananda Ashram/Itália e no ano seguinte a editora Edizioni Satyananda Ashram Italia. Ele tem realizado Seminários, Workshops e Conferências de Yoga Internacionais na Europa, Índia, Austrália, Colômbia e África do Sul. Realiza também Cursos de Formação e atualização para professores de Yoga, palestras e seminários sobre diferentes aspectos e ramos de Yoga.

É especialista em ensinar as técnicas avançadas de Yoga, tais como: Yoga Kriya, Tattwa Shuddi, Nada Yoga, Mantra e outras técnicas de meditação da Bihar Yoga/Tradição de Satyananda Yoga. Desde 2003 ele vem realizando cursos e seminários para os aspirantes de Yoga e alunos do Ashram em Rikhiapeeth, na Índia. 

Swami Anandananda Saraswati com Paramahamsa Niranjanananda.

Todos os anos, Sw Anandananda passa vários meses na Bihar Yoga Bharati (universidade de Estudos Avançados de Yoga) localizada na Índia e trabalha para a implementação das iniciativas do Sivananda Math, Rikhia, Índia, uma instituição de caridade fundada por Swami Satyananda, onde contínua o esforço de espalhar os ensinamentos de Yoga não só na Itália, mas, pelo mundo.

É a segunda vez que Swami Anandananda vem no Brasil onde ministrará o Seminário de Prana Vidya, técnica da tradição de Satyananda Yoga, que significa "O conhecimento do Prana". Trata-se de uma exploração profunda do Prana, energia vital/força viva, e desenvolvimento da capacidade de canalizar este princípio subjacente da existência. É uma prática que permiti o acesso a consciência em um nível sutil e é um método de cura efetiva. 

Este ano serão realizados três encontros. O primeiro encontro, nos dias 19 e 20 de setembro, com o tema "Fluindo com a Energia Vital - Modulo 1", no Satyananda Yoga Center (SYC). O segundo encontro, para quem já realizou o "Prana Vidya I", será um retiro na Casa do Guru, em Moeda, nos dias 26 e 27 de setembro, com o tema "Prana Vidya II". Será realizado um Satsanga Especial, no dia 24 de setembro, no SYC. Os encontros serão ministrados por Swami Anandananda, mestre autorizado para ministrar essa técnica.



Swami Anandananda na Casa do Guru/Moeda/Brasil em 2014. 

A seguir vídeo de Swami Anandananda na Convenção Mundial do Yoga/Índia, na Bihar School of Yoga, em outubro de 2013, durante a comemoração aos 50 anos da Escola.






Clique para ampliar.


Maiores informações sobre o Seminário entre em contato diretamente com

Fone: 31 - 3926-2869
e-mail: bihar@satyanandayoga.com.br

terça-feira, 25 de agosto de 2015

PRÁTICA FORTALECE OS CHACRAS


FOTOS: MARCOS VIEIRA/EM/D.A PRESS

O Jornal Estado de Minas, do dia 23 de agosto de 2015, publicou a matéria, na coluna do Bem Viver, "Prática que Fortalece os Chacras", conhecida como Prana Vidya. Essa prática será ensinada, em Belo Horizonte, pelo Swami Anandananda Saraswati, Poorna Sannyasi da tradição de Satyananda Yoga. Veja abaixo na íntegra reportagem de Zulmira Furbino.

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O ser humano é um campo de energia, cuja distribuição nem sempre está em equilíbrio. É aí que entra a prana vidya, técnica que vai harmonizar essa força vital no organismo.


Por: ZULMIRA FURBINO

Nada mais comum na vida atual do que a prática de exercícios físicos e a adoção de uma alimentação saudável, combinada com a ingestão de suplementos alimentares. Mas, como diz a música dos Titãs, “a gente não quer só comida”. É ótimo cuidar do corpo, mas é preciso lembrar que, para a tradição do ioga, o ser humano é formado também por energia e por camadas mais sutis. Uma boa pedida para desenvolver a habilidade de entrar em contato e canalizar a profunda experiência da força vital para processos de cura e/ou acessos a níveis sutis de consciência é a prática do prana vidya, técnica compilada das tradições clássicas do ioga que trabalha a distribuição da energia vital do corpo de forma harmoniosa.

A prática será ensinada em Belo Horizonte em setembro, pelo mestre Swami Anandananda  Sarawasti, nascido na Etiópia, iniciado em Poorna Sannyasi em 1983 e radicado na Itália. A ideia central é que o corpo físico é um armazém de energia prânica (que vem da respiração), um dínamo, com tipos infinitos de correntes elétricas passando por toda parte e que há uma ligação dessa energia entre os corpos físico e psíquico. Assim, essa energia, ou força prânica, seria conversível em força material e vice-versa. “O pressuposto é que somos um reservatório de energia. Temos uma existência dentro desse campo de energia e podemos usar essa força para nossa harmonia psicofísica. Isso significa melhorar a saúde e entrar em sintonia com a energia do universo”, explica a psicóloga Junguiana, pedagoga e professora de ioga do Satyananda Yoga Center Alcione Ramos, chamada de Gangadhara Saraswati na tradição da prática.

De acordo com ela, como o ser humano é um campo de energia, pode ocorrer que essa força esteja em excesso em alguns lugares do corpo e em falta em outros. Por meio do prana vidya, seria possível harmonizar essa situação, distribuindo a energia de forma equilibrada no organismo. A base desse raciocínio é a famosa equação de Albert Einstein e = mc², que mostra que a matéria é energia em estado potencial. Segundo o prana vidya, também chamado de ciência da manipulação da energia, toda e qualquer fibra do corpo está conectada com a corrente prânica por meio de um complexo sistema de canais de energia ou fluxos conhecido
como “nadis”, cuja função pode ser comparada com a de um sistema elétrico. A energia é distribuída em nosso corpo físico, da mesma forma como o sistema elétrico distribui energia a partir da estação de geração para o seu quarto.

DISTRIBUIÇÃO - Na visão do ioga, prana é a base da saúde humana e da doença,e mesmo as doenças de natureza psicológica são causadas por um desequilíbrio na distribuição prânica. Uma das principais estações de distribuição é um chacra chamado vishuddhi, situado na junção no pescoço. Os pranas são distribuídos a partir dele para diferentes partes do corpo – ouvidos, olhos, nariz, garganta, tireoide, paratireoides e timo. A distribuição indevida de prana para a tireoide, por exemplo, pode acarretar doenças emocionais, causadas por hipotireoidismo ou hipertireoidismo.

Já o chacra manipura, localizado atrás do umbigo, é o principal centro de distribuição para o sistema digestivo e as glândulas suprarrenais, que produzem o hormônio adrenalina. Se no organismo de uma pessoa existe distribuição indevida de prana desse chacra para as glândulas suprarrenais, ela vai sofrer de medo, psicose, colite e outras doenças somáticas. Por sua vez, o chacra svaddhisthana, situado no cóccix, é a estação de distribuição para todos os órgãos urogenitais, com exceção dos testículos, incluindo útero, ovários, rins, bexiga e órgão urinário. Se houver distribuição inadequada de prana partindo dali, pode ocorrer frigidez ou impotência. Todos esses problemas são considerados pelo prana vidya doenças somatopsíquicas, que nascem no corpo e viajam para a mente.

Segundo Sérgio Clarck, batizado de Swami Aghorananda no ioga, a técnica ensina as pessoas a lidar e a harmonizar a própria energia. “Trata-se de uma prática ancestral da tradição indiana de cura. A doença é um desequilíbrio que pode estar no nível físico, mental, emocional e também no espiritual. O prana vidya é uma técnica que pode atuar em todos esses campos”, explica.

SERVIÇO
Seminário de Prana Vidya 1 e 2
Data: 19 e 20 de setembro
Local: Satyananda Yoga Center
(Rua Quintiliano Silva, 368, Bairro Santo Antônio – BH)
Inscrições: até 12 de setembro



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

SATSANGA COM SWAMI SATYANANDA


Satsanga com Swami Satyananda Saraswati
 proferido na Conferência em Zinal - Suiça, em 04 de setembro de 1980.

O que é paz de espírito?

A paz de espírito é uma visão equilibrada da vida. Ela não está sujeito a conquistas e perdas; é uma compreensão de tudo na vida. A vida externa é cheia de altos e baixos e para um homem frágil isso pode se tornar cansativo, ou mesmo desgastante, mas para um homem forte, a cada subida é uma alegria e cada descida é um jogo.

Qual é o segredo da felicidade?

O segredo da felicidade está em conectar a mente com sua fonte. Uma vez que você é capaz de fazer isso, a felicidade flui. Quando você sabe a fonte, você se torna uma pessoa elevado no pensamento, bem como em ação. A felicidade está ao seu alcance, e você pode segurá-la com firmeza, mas esforços incessantes e nobres são necessários.

Fonte: 
http://www.yogamag.net

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

GURU POORNIMA 2015


Sri Swami Satyananda, Swami Niranjanananda e Swami Satsangi.

Sob os raios da primeira lua cheia de agosto, a lua azul, que aumenta o volume dos fluídos, mexe com as águas, e, água é vida, água é ouro, aconteceu na Casa do Guru, município de Moeda/MG/Brasil, no dia 01 de agosto, o Guru Poornima.

O Guru é aquele que acende nossa luz interior para que nos iluminemos e com essa luz irradiemos alegria e paz ao mundo. A Casa do Guru, lugar, que segundo Swami Aghorananda e Gangadhara, é destinado a vivências de experiências transformadoras.

O Guru Poornima é o dia de devoção ao Guru, mas, também de despertar nossa consciência para importância da alegria, da aceitação integral de si mesmo e do outro, e, para liberação de energias pacíficas e auspiciosas para a humanidade. 

Veja abaixo algumas fotos do Guru Poornima:

Guru Pooja.

Sn Gangadhara.

Swami Aghorananda e Gangadhara no Havan.

Havan.


Havan.

Sadhashiva - música.

Decoração do salão principal.

Apresentação de dança das crianças.

Lanche.

Partipantes - momento descontração.

Grupo de Seva.

Hari Om Tat Sat

ENCONTRO DE INICIADOS 2015


Swami Aghorananda e Gangadhara na abertura do encontro

Foi celebrado, de 31 de julho a 02 de agosto, o Encontro de Iniciados da Tradição Satyananda. No encontro os iniciados puderam vivenciar profunda troca de experiências, além de praticar o Karma Yoga num ambiente de natureza exuberante e simplicidade da Casa do Guru.

O objetivo do evento foi promover uma experiência de transformação pessoal enfatizando a gratidão e o fortalecimento da Sangha (comunidade). Sannyasi Gangadhara, na palestra de abertura, falou sobre sua experiência na Índia em 2014/2015, amar sem expectativa, servir incondicionalmente e doar sem racionalizar, realidade que viveu no Ashram em Rikhia.

Swami Aghorananda realizou um Sat Sanga com o tema “A Importância da Conexão Espiritual na Atualidade”. Explicou a época em que vivemos, a Kali Yuga, a última do ciclo cósmico, a era de Kali, a idade de ferro, com predominância de conflitos externos e internos, de valores invertidos, de muita corrupção, de distração, de guerra, enfim, de contradições. Explanou sobre sua experiência na Índia, sobre como chegou a tradição de Satyananda Yoga e como fazer parte da tradição trouxe-lhe motivação e despertar espiritual para enfrentar os desafios da atualidade.

O grupo de Sannyasis; Gayatri, Dhyam Vijay e Mitran realizaram uma dinâmica com o tema “Gratidão – Vivência e Reflexão”. Na apresentação eles definiram de forma didática a palavra GRATIDÃO.  Na atividade foi trabalhado a importância da entrega, de assumir e aceitar de forma leve o que realmente somos e não apenas o nosso lado agradável para a sociedade. Enfatizou que devemos estar vigilantes aos seguintes tópicos:
- Shanti o manejamento da mente e emoções em busca da paz.
- Swadhyaya a verdadeira reflexão sobre si.
- Santosha  o contentamento.
- Satsanga a inspiração, buscar lugares e pessoas como fontes de inspiração positiva.

Poojas, Sadhanas de Yoga, Yoga Nidra, Meditação, Seva, Havan, Mantras e Kirtan fizeram parte do encontro, ampliando a atmosfera de vivência de Ashram, práticas que impregnam a consciência da importância da participação, da integração, da responsabilidade e do compromisso do iniciado com o estilo de vida Yogi.

Veja algumas fotos do encontro:


Participantes


Seva na cozinha


Seva na Casa do Guru


Apresentação: Mitran, Dhyam Vijay, Gayatri

Uma das dinâmicas  do trabalho sobre gratidão

Seva

Sat Sanga com Swami Aghorananda 

Swami Aghorananda



Hari Om Tat Sat

terça-feira, 21 de julho de 2015

GURU POORNIMA 2015

A Casa do Guru tem a alegria de convidar a todos
 para um dia de celebração.



"Qual é o propósito do Guru Poornima?
 É só para celebrar o nosso link e nossa associação com o nosso Guru e mestre?
 É apenas mais um dia em que a sociedade celebra o Dia do Guru, como há o Dia dos Pais e o Dia das Mães? Há uma razão específica para a celebração do Guru Poornima - Ligação com o Tattwa Guru ou elemento. E este Tattwa Guru é poder, não uma pessoa; Guru é poder. " 


Swami Niranjanananda


 O objetivo do Guru Poornima

Assim como a corrente elétrica flui através dos fios e ilumina uma lâmpada, o mesmo acontece com o fluxo de energia dentro de cada pessoa. A capacidade da lâmpada elétrica decide a quantidade de luz que irá ser visto. Cada pessoa é uma lâmpada, mas a corrente não está fluindo. Existe uma grande quantidade de carbono, impurezas, acumulo no fio, que tem que ser removido. Uma vez que esta impureza é limpa, a corrente fluirá e a lâmpada vai começar a brilhar.

Durante o Guru Poornima, tente conectar com o campo energético do Guru que é de natureza espiritual. A palavra Guru não significa professor ou mestre, mas significa dissipador da escuridão. Guru é aquele por cuja graça é capaz de remover a escuridão da vida de alguém.


Jaya Guru !

quinta-feira, 9 de julho de 2015

CONVITE: AMPLIANDO A CONEXÃO - Encontro de Iniciados da Tradição Satyananda



"Iniciação não significa admissão a um estado de Yoga ou Sannyasa. Não é o passaporte para a vida espiritual, e sim uma relação de confiança entre duas pessoas, e é com esta confiança que ganhamos a capacidade de ver e vivenciar a verdade."


"Iniciação é como abrir as portas de uma outra realidade, um outro quarto na casa.
Nós vivemos em uma casa com muitos quartos e muitos deles ainda estão bloqueados."


Hari Om Tat Sat

segunda-feira, 6 de julho de 2015

MENSAGEM DE SWAMI SATSANGI

Foto: Anahata Retreat


"A questão principal do Yoga é reconhecer a divindade
 dentro de você."

Hari Om Tat Sat

quarta-feira, 1 de julho de 2015

ENTREVISTA COM GANGADHARA SARASWATI


A Rede Minas no programa Brasil das Gerais, apresentado pela jornalista Roberta Zampetti, exibiu uma entrevista, no dia 22 de junho, com Gangadhara Saraswati, coordenadora e professora do Satyananda Yoga Center e autora do livro "Yoga Nidra - o sono consciente". A entrevista contou também com a presença da médica Ayurveda Ana Maria Araújo para falar sobre cultura indiana e qualidade de vida. Ambas realizam um trabalho influenciado pela cultura milenar da Índia que, cada vez mais, ganha adeptos no ocidente. Como atração musical a cantora Pollyana Rodrigues que introduz elementos da cultura indiana em sua música.

Abaixo as duas partes da entrevista:







Hari Om Tat Sat
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